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Acontecimentos (Brasil) - Preso suspeito de matar professora, Henrique Domingues Muniz foi preso por policiais da UPP da Mangueira.
Cadastrada em: 20/12/2012 06:33:53
Preso suspeito de matar professora, Henrique Domingues Muniz foi preso por policiais da UPP da Mangueira.
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Henrique Domingues Muniz, de 18 anos, vulgo Pulguinha, foi preso na tarde desta quarta-feira (19) por policiais da UPP Mangueira. Ele é suspeito de matar a professora Jaqueline Madeira do Nascimento, de 29 anos, na porta de casa, no dia 8 de dezembro, em Colégio, na Zona Norte do Rio.

A professora foi morta ao tentar proteger a filha de 2 anos durante o assalto. Através do trabalho de inteligência a tenente Tatiana Lima, subcomandante da UPP Mangueira, chegou ao criminoso em sua residência na comunidade da Mangueira.

Ele foi levado para a Delegacia de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. De acordo com a UPP Mangueira, Henrique confessou o crime quando foi preso.

Enterro

O corpo de Jaqueline Madeira do Nascimento foi enterrado na segunda-feira (10), no Cemitério de Irajá, no Subúrbio do Rio. A professora e estudante de engenharia morreu baleada em uma suposta tentativa de assalto na noite do dia 8 de dezembro, na frente de uma das duas filhas, de 2 anos, quando chegava em casa, em Colégio, na Zona Norte. Durante o velório, parentes da vítima, no entanto, disseram acreditar que o crime tem características de execução.

"Segundo testemunhas, nada foi roubado. Pode ter sido assalto? Sim, pode. Mas por que não levaram nada? A informação é que os caras já teriam saído do carro atirando. A possibilidade de execução não está descartada", disse Ulisses Fernandes, primo da vítima.

A hipótese também não é descartada pela Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil, que investiga o caso. Em entrevista ao RJTV, o delegado Rivaldo Barbosa disse que já ouviu testemunhas e que busca imagens de câmeras de segurança. Uma reconstituição do crime também pode ser realizada.

Segundo o amigo da familia Orlando Siqueira, de 66 anos, Jaqueline era um pessoa muito querida: "Ela foi criada junto comigo. É uma covardia isso. Ela nasceu no bairro, é conhecida e uma pessoa muito boa. É muito triste", disse o aposentado.

Ela e o marido se conheceram quando ainda era crianças. Eles se casaram há pouco mais de sete anos e tinham, além da filha de 2 anos que presenciou o assassinato, uma outra, de 7 anos. O sonho dela, segundo o amigo, era se formar em engenharia.

Carta

Em sua página no Facebook, o marido da professora, o sargento do Corpo de Bombeiros Anderson Costa da Silva, postou uma carta em homenagem a Jaqueline. "Eu estou feliz porque posso dizer que tenho duas joias, uma com a cara e outra com seu temperamento. Eu estou feliz porque amei e fui amado, porque tentei dar de tudo para ela e sei que ela, mesmo sem fazer força, foi muito melhor que eu (...) Te amo para sempre", diz o texto (leia a íntegra da carta no fim da reportagem).

Perícia em 30 dias

Segundo testemunhas, a professora se preparava para guardar o carro na garagem quando foi surpreendida por bandidos em dois carros. Ela teria se assustado com a chegada dos criminosos e um deles acabou atirando. O resultado da perícia realizada no carro da professora deve ficar pronto em 30 dias, segundo a polícia.

"Batalhamos muito juntos, crescemos juntos e tínhamos grandes planos. Agora foi pura crueldade, porque um projétil passou pela área do vidro e não quebrou, ou seja, o vidro estava totalmente abaixado. Viram que era uma mulher com uma criança e atiraram", lamentou o marido de Jaqueline.

Peritos disseram que foram pelo menos quatro disparos em direção ao veículo. Um deles atingiu Jaqueline. Por pouco uma das balas não pegou na filha dela, no banco da frente.

"Nesse intervalo que eu escutei os tiros, eu vi um Meriva vermelho arrancando e aí fui pra rua e cheguei lá vi o carro dela meio que inclinado, meio que diagonal à rua, à calçada. E ela tava lá, inerte já, jogada pro lado, toda ensanguentada. Eu sou benquisto onde eu passo e ela era mais ainda, que ela era uma pessoa de uma índole fantástica, uma pessoa ímpar. Não tinha como não gostar dela", disse o marido.

O pai dela foi à tarde no Instituto Médico-Legal (IML), ao lado de um amigo da família. Os investigadores suspeitam que o crime possa ter sido cometido por bandidos de uma das três comunidades da região: Jorge Turco, Sapê e Faz Quem Quer.

Leia abaixo a íntegra da carta postada pelo marido de Jaqueline no Facebook:

"Amigos, eu tive a oportunidade de encontrar um anjo que se apresentou como gente na minha vida.

Nos conhecemos ainda na infância ela com 2 e eu com 7, o mundo deu voltas e quando ela tinha 19 começamos a namorar, em 2005 ficamos sabendo que a Rafinha estava chegando e marcamos o casório.

Não tínhamos nada e ela me ajudava a subir os tijolos com uma barriga de 3 meses. Fizemos nossa casa, e neste t

empo moramos num quarto e depois numa meia água. Partimos pra dentro com apenas um quarto e banheiro e depois fomos fazendo as outras paredes, a Rafa já estava com uns 3 ou 4 meses. Montamos nossa empresa e em 2007 terminamos nossa casa e em 2008 quebramos e passamos até por necessidades de alimentos, mas sempre estivemos juntos.

Em Outubro de 2008 ela me indicou para prestar serviços na empresa onde trabalhava e começamos a prosperar novamente.

Tínhamos planos para os próximos 10 anos e ela era a única pessoa que sempre soube todos os passos, eu falava que se eu morresse ela iria tocar tudo e fazer o futuro das meninas (a Gabi chegou em 2010).

Mas ontem Nosso Pai disse que já estava bom e a chamou para junto dele.

Eu ficava horas conversando com a minha amiga, na sala, na cama, no café da manhã.

Eu tive anos de verdadeira felicidade, pena que a missão dela teve que terminar.

Ela era minha amiga, eu consegui encontrar o prêmio que todos procuram, eu encontrei a minha alma gêmea.

Ela me ensinou a servir sem propósito, apenas pelo benefício do outro.

Ensinou a ter propósito sem pegar na minha mão, eu não era nem tinha nada e hoje tenho projetos sólidos.

Ela me tratava como um filho e eu queria protege-la como uma jóia.

Eu só não tinha a resposta para este caminho que a vida nos levou.

Eu confesso que não sou forte e apesar de discutir algumas vezes eu nunca teria peito pra sair de perto dela.

Mas não tivemos escolha e agora me prendo ao que ela me ensinou nesta vida de exemplos. Eu não acreditava na pureza de sentimentos e na ingenuidade dos detalhes que ela observava, mas tudo isto me empurra a aceitar mais este desafio e eu realmente acredito que um dia vou encontrá-la e dizer "a missão foi cumprida".

Meus amigos, dediquem um minuto e façam uma oração pedindo paz e tranquilidade nesta nova jornada que ela atravessa.

Na tarde passada nossa pequena família feliz dormia juntos depois do almoço e ontem mesmo ela ficou menor, mas temos que continuar a ser felizes e preencher o vazio com os sorrisos dela.

Eu estou feliz porquê posso dizer que tenho duas jóias, uma com a cara e outra com seu temperamento.

Eu estou feliz porquê amei e fui amado, porquê tentei dar de tudo para ela e sei que ela mesmo sem fazer força ela foi muito melhor que eu.

Que a paz de nosso Divino Deus esteja com você meu grande amor.

Te amo para sempre."

 

Fonte: G1

Henrique Domingues Muniz, de 18 anos, vulgo Pulguinha, foi preso na tarde desta quarta-feira (19) por policiais da UPP Mangueira. Ele é suspeito de matar a professora Jaqueline Madeira do Nascimento, de 29 anos, na porta de casa, no dia 8 de dezembro, em Colégio, na Zona Norte do Rio.
A professora foi morta ao tentar proteger a filha de 2 anos durante o assalto. Através do trabalho de inteligência a tenente Tatiana Lima, subcomandante da UPP Mangueira, chegou ao criminoso em sua residência na comunidade da Mangueira.
Ele foi levado para a Delegacia de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. De acordo com a UPP Mangueira, Henrique confessou o crime quando foi preso.
Enterro
O corpo de Jaqueline Madeira do Nascimento foi enterrado na segunda-feira (10), no Cemitério de Irajá, no Subúrbio do Rio. A professora e estudante de engenharia morreu baleada em uma suposta tentativa de assalto na noite do dia 8 de dezembro, na frente de uma das duas filhas, de 2 anos, quando chegava em casa, em Colégio, na Zona Norte. Durante o velório, parentes da vítima, no entanto, disseram acreditar que o crime tem características de execução.
"Segundo testemunhas, nada foi roubado. Pode ter sido assalto? Sim, pode. Mas por que não levaram nada? A informação é que os caras já teriam saído do carro atirando. A possibilidade de execução não está descartada", disse Ulisses Fernandes, primo da vítima.
A hipótese também não é descartada pela Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil, que investiga o caso. Em entrevista ao RJTV, o delegado Rivaldo Barbosa disse que já ouviu testemunhas e que busca imagens de câmeras de segurança. Uma reconstituição do crime também pode ser realizada.
Segundo o amigo da familia Orlando Siqueira, de 66 anos, Jaqueline era um pessoa muito querida: "Ela foi criada junto comigo. É uma covardia isso. Ela nasceu no bairro, é conhecida e uma pessoa muito boa. É muito triste", disse o aposentado.
Ela e o marido se conheceram quando ainda era crianças. Eles se casaram há pouco mais de sete anos e tinham, além da filha de 2 anos que presenciou o assassinato, uma outra, de 7 anos. O sonho dela, segundo o amigo, era se formar em engenharia.
Carta
Em sua página no Facebook, o marido da professora, o sargento do Corpo de Bombeiros Anderson Costa da Silva, postou uma carta em homenagem a Jaqueline. "Eu estou feliz porque posso dizer que tenho duas joias, uma com a cara e outra com seu temperamento. Eu estou feliz porque amei e fui amado, porque tentei dar de tudo para ela e sei que ela, mesmo sem fazer força, foi muito melhor que eu (...) Te amo para sempre", diz o texto (leia a íntegra da carta no fim da reportagem).
Perícia em 30 dias
Segundo testemunhas, a professora se preparava para guardar o carro na garagem quando foi surpreendida por bandidos em dois carros. Ela teria se assustado com a chegada dos criminosos e um deles acabou atirando. O resultado da perícia realizada no carro da professora deve ficar pronto em 30 dias, segundo a polícia.
"Batalhamos muito juntos, crescemos juntos e tínhamos grandes planos. Agora foi pura crueldade, porque um projétil passou pela área do vidro e não quebrou, ou seja, o vidro estava totalmente abaixado. Viram que era uma mulher com uma criança e atiraram", lamentou o marido de Jaqueline.
Peritos disseram que foram pelo menos quatro disparos em direção ao veículo. Um deles atingiu Jaqueline. Por pouco uma das balas não pegou na filha dela, no banco da frente.
"Nesse intervalo que eu escutei os tiros, eu vi um Meriva vermelho arrancando e aí fui pra rua e cheguei lá vi o carro dela meio que inclinado, meio que diagonal à rua, à calçada. E ela tava lá, inerte já, jogada pro lado, toda ensanguentada. Eu sou benquisto onde eu passo e ela era mais ainda, que ela era uma pessoa de uma índole fantástica, uma pessoa ímpar. Não tinha como não gostar dela", disse o marido.
O pai dela foi à tarde no Instituto Médico-Legal (IML), ao lado de um amigo da família. Os investigadores suspeitam que o crime possa ter sido cometido por bandidos de uma das três comunidades da região: Jorge Turco, Sapê e Faz Quem Quer.
Leia abaixo a íntegra da carta postada pelo marido de Jaqueline no Facebook:
"Amigos, eu tive a oportunidade de encontrar um anjo que se apresentou como gente na minha vida.
Nos conhecemos ainda na infância ela com 2 e eu com 7, o mundo deu voltas e quando ela tinha 19 começamos a namorar, em 2005 ficamos sabendo que a Rafinha estava chegando e marcamos o casório.
Não tínhamos nada e ela me ajudava a subir os tijolos com uma barriga de 3 meses. Fizemos nossa casa, e neste t
empo moramos num quarto e depois numa meia água. Partimos pra dentro com apenas um quarto e banheiro e depois fomos fazendo as outras paredes, a Rafa já estava com uns 3 ou 4 meses. Montamos nossa empresa e em 2007 terminamos nossa casa e em 2008 quebramos e passamos até por necessidades de alimentos, mas sempre estivemos juntos.
Em Outubro de 2008 ela me indicou para prestar serviços na empresa onde trabalhava e começamos a prosperar novamente.
Tínhamos planos para os próximos 10 anos e ela era a única pessoa que sempre soube todos os passos, eu falava que se eu morresse ela iria tocar tudo e fazer o futuro das meninas (a Gabi chegou em 2010).
Mas ontem Nosso Pai disse que já estava bom e a chamou para junto dele.
Eu ficava horas conversando com a minha amiga, na sala, na cama, no café da manhã.
Eu tive anos de verdadeira felicidade, pena que a missão dela teve que terminar.
Ela era minha amiga, eu consegui encontrar o prêmio que todos procuram, eu encontrei a minha alma gêmea.
Ela me ensinou a servir sem propósito, apenas pelo benefício do outro.
Ensinou a ter propósito sem pegar na minha mão, eu não era nem tinha nada e hoje tenho projetos sólidos.
Ela me tratava como um filho e eu queria protege-la como uma jóia.
Eu só não tinha a resposta para este caminho que a vida nos levou.
Eu confesso que não sou forte e apesar de discutir algumas vezes eu nunca teria peito pra sair de perto dela.
Mas não tivemos escolha e agora me prendo ao que ela me ensinou nesta vida de exemplos. Eu não acreditava na pureza de sentimentos e na ingenuidade dos detalhes que ela observava, mas tudo isto me empurra a aceitar mais este desafio e eu realmente acredito que um dia vou encontrá-la e dizer "a missão foi cumprida".
Meus amigos, dediquem um minuto e façam uma oração pedindo paz e tranquilidade nesta nova jornada que ela atravessa.
Na tarde passada nossa pequena família feliz dormia juntos depois do almoço e ontem mesmo ela ficou menor, mas temos que continuar a ser felizes e preencher o vazio com os sorrisos dela.
Eu estou feliz porquê posso dizer que tenho duas jóias, uma com a cara e outra com seu temperamento.
Eu estou feliz porquê amei e fui amado, porquê tentei dar de tudo para ela e sei que ela mesmo sem fazer força ela foi muito melhor que eu.
Que a paz de nosso Divino Deus esteja com você meu grande amor.
Te amo para sempre."
Fonte: G1
 
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